Grant Morrison critica versão de Superman de James Gunn (mesmo elogiando o filme)
O novo Superman, interpretado por David Corenswet, chegou aos cinemas com uma proposta mais leve, otimista e inspiradora — exatamente o que muitos fãs queriam ver no início do novo DCU.
Mas nem todo mundo ficou 100% satisfeito.
Um dos nomes mais importantes da história recente do personagem, o roteirista de All-Star Superman, Grant Morrison, revelou que apesar de considerar o longa “o melhor filme do Superman até agora”, teve algumas ressalvas importantes sobre as escolhas feitas por James Gunn.
🦸 “O melhor filme do Superman… mas com problemas”
Em entrevista ao programa Half the Picture, Morrison reconheceu que o filme foi o que mais se aproximou da essência do personagem.
“Foi o que mais chegou perto de capturar o que o Superman realmente representa.”
No entanto, ele criticou uma decisão específica:
- Superman apanhando demais ao longo do filme
Morrison argumenta que, para torná-lo mais “relatável”, o roteiro colocou o herói em posição de vulnerabilidade excessiva.
“Eu quero ver ele parar de apanhar tanto e começar a revidar.”
Para o autor, o Homem de Aço não precisa ser constantemente derrotado para ser humano — sua força moral já é suficiente para gerar identificação.
🛸 A polêmica sobre Krypton
Outro ponto que incomodou Morrison foi a forma como o filme tratou a herança kryptoniana.
No longa, há uma reinterpretação que altera a motivação original da chegada de Kal-El à Terra, trazendo uma nuance mais ambígua ao seu propósito.
Morrison prefere a versão clássica:
- Krypton como uma utopia perdida
- Destruída por negligência científica
- Sem intenções ocultas ou dominação
“Eu gosto da ideia de que Krypton era algo incrível que foi simplesmente apagado pela natureza.”
Para ele, essa mudança pode fragilizar a moral do personagem, tornando sua ética algo menos sólido do que deveria ser.
💥 O momento que salvou o filme
Apesar das críticas, Morrison elogiou fortemente o ato final do longa.
Especialmente o discurso de Superman para Lex Luthor (vivido por Nicholas Hoult), momento em que o herói reafirma seus valores mesmo sob pressão extrema.
“Colocaram ele numa posição em que eu temi que ele perdesse o seu norte moral. O fato de ele não ter perdido foi muito bom de ver.”
Esse momento consolidou, segundo Morrison, a força do personagem dentro do novo DCU.
🚀 O que vem agora no novo DCU?
Com o universo sendo expandido sob o comando de James Gunn, o futuro do Superman já tem próximo destino confirmado.
“Man of Tomorrow” estreia em 9 de julho de 2027 e deve trazer uma nova ameaça à altura do herói: Brainiac, interpretado por Lars Eidinger.
A expectativa é que o novo DCU continue explorando versões mais conectadas entre cinema, séries e animações.
🦸♂️ O debate sobre Superman nunca acaba
Superman sempre foi um símbolo de esperança, moralidade e inspiração.
As críticas de Grant Morrison mostram que o personagem continua relevante — e que cada nova interpretação gera discussões profundas sobre o que ele realmente representa.
E talvez isso seja parte da força do próprio Superman: ele evolui, mas nunca deixa de ser um reflexo do nosso tempo.
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Conclusão
Mesmo com críticas pontuais, Grant Morrison reconhece que o novo Superman é um passo importante para o DCU.
Agora, resta saber como James Gunn continuará desenvolvendo o personagem — e se as próximas produções irão equilibrar melhor vulnerabilidade e grandeza heroica.
Uma coisa é certa: o debate sobre o Homem de Aço está longe de acabar.


